“Cisne Negro”: uma aula de introdução à psicanálise

fevereiro 28, 2011 às 6:13 pm | Publicado em Resenhas | 35 Comentários
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Por André Toso

Obs: quem não assistiu ao filme pode ter algumas surpresas estragadas se ler o texto.

Poucos diretores de cinema sofrem tanta influência da psicanálise quanto Darren Aronofsky. Em 2000, nas cenas finais de “Réquiem Para um Sonho”, filmou uma antológica sequencia em que os personagens se encolhem como fetos. No contexto da história, estava clara a influência do pensamento de Freud: o ser humano se origina do inorgânico e, durante toda sua vida, apresenta uma pulsão de retornar ao estado de ser nada. Em busca do equilíbrio biológico perfeito (homeostase), os seres humanos possuem uma atração instintiva pelo útero (o nascer) e pelo túmulo (o morrer). O ser humano luta em vida, de forma inútil, pelo fim de suas tensões internas. Luta por saciar-se.

Onze anos depois de “Réquiem Para um Sonho”, Aronofsky apresenta aos espectadores uma verdadeira aula introdutória à psicanálise no longa “O Cisne Negro”. Poucos filmes possuem referências tão perfeitas e bem amarradas à teoria psicanalítica. Talvez apenas o pesado “O Anticrito”, de Lars Von Trier, seja tão contundente.

A história do filme é simples. Nina (Natalie Portman) é uma bailarina que ganha o papel principal na peça “O Lago dos Cisnes”. Na história, uma princesa que se transforma em um cisne branco e precisa do amor sincero de um príncipe para retornar à vida humana. O príncipe, porém, se enfeitiça pelo Cisne Negro, que apesar de dissimulado apresenta o poder da sedução. O Cisne Branco se suicida diante do fato. É a morte do amor idealizado.

Nina nasceu para fazer o Cisne Branco. Completamente castrada, vive com a mãe, que lhe controla toda a vida. Mora em um quarto cor de rosa, cheio de bichos de pelúcia e demonstra uma pureza completa. Sua ligação com o sexo é infantil e imatura. Sem dúvida, o diretor mostra logo de cara que é nesta relação mãe/filha que mora o segredo do filme.

No roteiro, a figura do pai de Nina nem sequer é mencionado. A impressão é de que ela é propriedade única e exclusiva de sua mãe controladora. A simbiose é total. A falta da figura paterna criou uma relação de dependência doentia entre mãe e filha.  A mãe controla a filha, que aceita de forma masoquista o fato. A mãe de Nina é o personagem mais interessante do filme, pois mostra uma completa inconsciência do mal que faz para a filha. Sádica, alimenta o masoquismo da filha e vice e versa. É exatamente assim que muitas mães aparentemente legais estragam a vida de seus filhos.

Para conseguir interpretar o Cisne Negro, porém, Nina precisa se conectar ao seu lado mais ligado aos instintos. Aqui temos uma clara alusão ao aparelho psíquico montado por Freud. O Cisne Negro é o id, a parte inconsciente e que só se interessa pela satisfação do prazer. O Cisne Branco é o superego, o discurso da mãe que ficou colado à sua imagem. Nina não possui um ego. O superego monstruoso, construído pela mãe sádica, faz dela um ser sem vida, um boneco de ventríloquo que responde aos quereres maternos. Não existe nenhum brilho em sua existência, nenhum desejo. Mas para fazer o Cisne Negro é exatamente com esse lado desconhecido, encoberto pelo superego da mãe, que ela terá que entrar em contato.

Para conseguir enxergar esse lado obscuro, Nina recebe ajuda de seu professor Thomas Leroy (Vincent Cassel). Ele a intimida, a provoca para que o seu lado negro surja das profundezas de sua personalidade (ou a falta dela). Sem a figura paterna do pai, Nina sente ali a presença masculina que pode cortar a relação doentia com a mãe. Seria como a resolução de um Complexo de Édipo tardio, com a interferência de um homem mais velho e experimentado.

Conforme Nina se aproxima de seu lado obscuro, maior a resistência e a culpa. O ódio pela mãe, antes enterrado profundamente, começa a aparecer e se torna algo insuportável. É neste momento que a consciência de Nina se parte ao meio. Descobrimos que a personagem é esquizofrênica. O próprio nome da doença já dá a pista: “esquizo” significa corte ao meio. Nina agora possui duas identidades: o Cisne Branco e o Cisne Negro, o superego e o id. E é neste momento que ela se perde em si mesma, caindo no abismo de um terror sem nome, da falta de significado de seu mundo interno. É uma ruptura tão dolorosa que ela não suporta e é invadida completamente pelas emoções do id: no final do filme, não importam as consequências, ela precisa chegar até o final da apresentação, até o final de sua satisfação.

O diretor busca em todos os momentos mostrar essa dualidade. O branco e o preto aparecem em todos os momentos do filme, em roupas e cenários. A utilização de espelhos nos remete facilmente à teoria lacaniana. Nina sempre tem um espelho à sua frente e é ali que ela se confronta com a figura do outro. O ódio pela mãe, por exemplo, é projetado a todo o momento na figura da colega Lilly (Mila Kunis). Lilly seria o Cisne Negro perfeito, uma mulher atraente e sem culpas. Nina enxerga nela o seu duplo, a sua outra parte. E sente ódio, pois seu superego a pressiona a todo o momento para não entrar em contato com aquele lado obscuro. Ao mesmo tempo, dentro do conflito de seu aparelho psíquico, sente inveja e admiração por Lilly.

Assim como as personagens do clássico “Persona”, de Ingmar Bergman, Nina se confunde com Lilly, enxerga nela a parte do quebra-cabeças que falta para seu mundo interno se completar. No fim, Nina se entrega a essa parte obscura de si mesma, mas a culpa imposta pelo superego é tão grande que lhe resta uma vontade instintiva de voltar à estabilidade orgânica, ao fim das tensões. Entrar em contato com o Cisne Negro foi insuportável para Nina, assim como continuar atuando na vida como o Cisne Branco era um se arrastar diante da existência. Ao se encontrar com as duas partes de si, Nina não conseguiu dominá-las e aceitá-las. Na verdade, ela não estava preparada para isso, pois não tinha ego para suportar, interpretar e simbolizar. Sua mãe  não a libertou, não a deixou crescer. Nina era uma eterna criança que não teve estrutura para entender a natureza humana. Foi vítima de seus próprios conflitos internos.

VEJA O TRAILER DO FILME:

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  1. Excelente análise do filme! Cheguei ao seu blog procurando por algum texto sobre o filme que mencionasse a figura paterna em Cisne Negro. No caso, aqui se trata de uma menção à completa ausência re referência mesmo 😉

    Eu o assisti há pouco tempo e realmente os simbolismos são muito fortes. No entanto acho que o final em si dá margem para interpretações mais pessoais que ainda assim fazem sentido no contexto geral do filme.

    Seria trágico no sentido da morte literal da Nina ao fim do espetáculo, mas na verdade isso ficou em aberto… não sabemos se ela de fato morreu subitamente depois de se submeter ao esforço intenso da dança c/ o ferimento na barriga ou se apenas desfaleceu p/ “renascer” numa vida mais plena em si mesma.

    Mas contemplar a figura da mãe no exato instante dos aplausos finais e ao mesmo tempo em que o ferimento se abre tambèm remete ao corte do cordão umbilical simbólico que mantinha Nina presa à mãe.

    Na verdade, mesmo com toda a carga emotiva e sensorial que faz desse filme um terror/arte eu me senti satisfeito ao final, c/ um sentimento de resolução de conflito realmente confortável.

    • Obs: esqueci de mencionar que este post contém SPOILERS fundamentais… desculpe!

      • Tive a mesma sensação, Nina não me pareceu morrer literalmente. Morreu para a vida que conheceu e estava renascendo para uma outra.

  2. Uma leitura freudiana, realmente não é fácil de fazer, mais gostei do texto. Assistir o filme, para mim as riquezas em detalhes expostas foram brilhantes, visto que várias pessoas são tomadas a sua própria personalidade, e vive uma vida a qual é do outro. Muitos pais projetam nos filhos o que gostariam de ser e esquecem que do “ser” existente…

  3.       

  4. Muito interessante a sua ánalise dos conflitos de Nina.
    Realmente perfeito. O que eu estou curioso em saber (já sei que só vou poder saber no filme) é porque ela não teve como apenas dosar o seu lado inocente e seu lado sexy e agressivo? Será que ela teve realmente contato com Lily, ou é apenas coisa de sua cabeça?
    Acredito que ela não estava pronta para se tornar uma mulher madura.
    E a morte foi a única saida para sua mente perturbada

  5. Marcelo,

    Até aviso no começo do post que pode estragar a graça de quem não assistiu. É que era impossível não fazer uma análise citando o final do filme. É um texto para quem já assistiu ao filme ler mesmo.

  6. Sua teoria DA PULSÂO nada tem a ver com a teoria DAS PULSÔES de Freud, nem da primeira e nem da segunda tópica…
    Para quem é néscio tanto em Lacan qto em Freud, qualquer cena em frente ao espelho, num filme, deve ser a mais óbvia alusão a Lacan, assim como o relógio para a teoria da relatividade, para quem já ouviu falar em Eisten…
    Mas me impressiona a sua cara de pau…”viemos todos do inorgânico” ah…deve ter virado moda falar de esquizofreina sem nem saber do q se trata…

    • O objetivo não foi explicar a teoria da pulsão. Disse que o filme faz uma ALUSÃO ao aparelho psiquico, não que reflete a teoria de Freud. Insisto, o texto não é um compêndio técnico e conservador, é a crítica de um filme escrita de modo livre e sem se prender em teorias únicas. Freud não é minha religião. Por que ser tão quadrado dentro de um pensamento que pede para refletirmos?

      Você não veio do inorgânico, do nada? Bom, eu acho que nós viemos. Se você discorda, tem todo direito. Mas acho que é uma questão muito complexa para alguém querer ter razão sobre ela.

      Você assistiu ao filme? Assistiu Persona? Os espelhos presentes no Cisne Negro me lembraram Lacan, qual o problema? O espelho da Alice do País das Maravilhas não me lembram do Lacan. Nem todo espelho é lacaniano.

      Eu não teorizo sobre ezquisofrenia no texto. Apenas falo do significado da palavra. Não entendi essa questão também.

  7. Se há alguma busca por equilíbrio, de modo algum é o biológico…
    O próprio freud assume que as pulsões ultrapassam o biológico, coisa básica que qualquer psicanalista sabe.
    Eu só não entendi uma coisa, que ficou – não se se propositalmente – ambígua em seu texto. A busca pelo equilíbrio está a favor do próprio equilíbrio? Porque você nem sequer apresenta algum dualismo…fala vagamente em tensões internas, etc… O princípio da homeaostase está no narcisismo e não fora dele. Em outras palavras, opera no EU.

    • Claro que a busca pelo equílibrio ultrapassa o biológico, em momento nenhum eu disse que é exclusividade dele. Não entendi sua dúvida.

      O texto não é técnico, não preciso criar um dualismo entre equílibrio e desíquilibrio, não estou interessado em masturbações intelectuais estéreis. É a crítica d eum filme, não uma análise teórica.

      • “Freud não é minha religião” Mas é a do seu blog…
        Penso que cada um tenha interesse em teorizar à medida que isso lhe é possível… E, ainda assim, não te julgo pelo teu texto que talvez nem reflita teus conhecimentos sobre o assunto. Mas me sinto na liberdade de comentar, sim, o que foi escrito. Em momento algum achei que pretendesses um texto teórico. Apenas penso que qualquer intertexto tenha que manter certa dose de fidelidade à sua referência. E não me parece uma boa saída justificar tais distorções dizendo que tratam apenas de uma crítica de filme. Amarrar tais referências às suas impressões sobre o filme… penso isso ser uma boa crítica. Mas, fazer o contrário: distorcer as referências para que elas caibam em suas impressões…é o que infelizmente a maioria dos jornalistas faz. Mas poderia simplesmente te dizer que te faltou bom senso… Sim, avalio-o pelo meu bom senso…
        E sinceramente? Se você citasse Jung em vez de Freud ou Lacan, tua critica parecer-me-ia mais fiel. E também rica, ao menos para o filme em questão. Pois seria possível explorar mais aspectos. Desculpe-me se fui rude antes.

  8. Ps. O Dualismo a que me referia não é entre equilíbrio e desiquilíbrio.

  9. Mas, olhando por outro prisma, teu texto até tem até certa dose humor: “Nina não possui ego” heheheheh

  10. O que vc chama de “retorno ao equilíbrio orgânico” estaria mais de acordo com psicanálise se fosse designiado “retorno ao caos inorgânico”, pois se você pensa que o retorno ao inorgânico consistiria num “equilíbrio”, apenas te informo que tudo que é indiferenciado – como o ID, por exemplo – não possui estabilidade em termos de equilíbrio. Logo, se o ID fosse personificado – como um cisne negro, por exemplo -, não estaríamos mais falando em psicanálise freudiana. Não sei se agora vc “sacou” o dualismo a que me referia… Se há busca por equilíbrio, não é no caos ou na indiferenciação que ele se encontra. Equilíbrio não é repouso. É, quanto muito, um certo ponto de saciedade que as fixações da libido hão de permitir. Outra coisa: não há representação psíquica para morte em psicanálise… O retorno ao inorgânico, nesse sentido, não poderia ser entendido tão ao pé da letra como vc propõe. Mas, saindo da psicanálise, ou de teorizações , como vc mesmo diz, “estéreis”. Vc realmente pensa que alguém possa ser tão somente vítima de seus conflitos internos? Em última instância a própria linguagem não deixa de ser um sistema conflitivo. O próprio sujeito, falando grosseiramente, é constituído do conflito… Vc acha que somos vítima de nós mesmos? Vc acha que essa é a ideia fundamental da psicanálise ou de qualquer psicologia que se pretenda psicanálise? Se o for, daí estou contigo: Freud não é minha religião.

  11. Não tem como nao se intrometer diante de tamanha ignorancia Carlos Moreira, eu faço o curso de psicologia, e esse filme nos serviu como análise justamente como leitura froidiana. Se voce for um desconhecedor do contexto psicanalítico, o vejo como infantil ao utilizar de maneira tão brusca as palavras, e se é, enchergo apenas imcopetência de sua parte. A análise por mais incorreta SE estivesse não cabe ser analisada por voce dessa maneira rude e grotesca, mas muito ao contrario de sua opinião pude enchergar muita aderência em cada palavra e opinião expressa. Se nao concorda, opina de uma maneira critica madura, o que nao da é ler essa falta de respeito da sua parte com o dono(a) dp blog. Agradecida!

    • Maria Cristina,
      Como estudante de psicologia, você deveria preocupar-se ao menos com a boa escrita, antes de expressar sua opinião “escrita”. De onde tirou o verbo ENXERGAR com ” CH” ???? Deus, por favor, dê-me paciênica! E INCOMPETÊNCIA com IMC???? Faça-nos o favor!!!!!! E VIVA os dicionários online!!!!!!!

  12. Muito esclarecedor o seu texto…também percebi que as cores foram utilizadas durante todo o longa…achei super inteligente…excelente…Parabens pelo texto e obrigada por nos ajudar a compreender a logística da obra!

  13. Ótima análise

  14. A controvérsia é válida. O pior é que psicanálise vira religião mesmo (aliás, os lacanianos são os mais religiosos, sectários e orfãos,apesar de mais brilhantes em análise). Veja, André, que seu comentário é absolutamente regido pela teoria e técnica psicanalíticas, seja quais forem as suas formações mais importantes, então não precisa negar isso. Bem…pouco importa. De seu comentário só não suporto muito a estanque divisão entre id e superego, que um é isso, o outro é aquilo. Tanto o cisne negro possui de superego, quanto o cisne branco possui de id (para continuar usando esses termos) e, de certa forma, os dois constituem o ego de Nina. O superego não é uma instância que impede de gozar, mas que mais demanda o gozo. Realizar o cisne negro é também um mandamento superegoico para Nina. Também dessa maneira, talvez não se possa dizer que Nina é tão somente um espantalho criado pela mãe sádica e devoradora. O ballet para Nina não é somente continuação do corpo real da mãe, é verdadeiro desejo e por onde ela pode vienciar o que de simbólico lhe falta, uma vez que o ballet não deixa de corresponder a uma linguagem estruturada. Mas tem razão ao sugerir (do seu jeito) que quando a significação sexuada invade o universo dessa linguagem, Nina não tem como responder e, como afirma Freud, aquilo que foi abolido do interior retorna desde fora (e não das profundezas): aí entra Lilly como o eu ideal de Nina, que ela só pode amar e atacar. Bem, é mais uma contribuição. Bom trabalho.

    • Muito legal esse complemento que você deu Ubirajara. Você tem razão sobre essa divisão ego, superego. Como eu disse, escrevi o texto como crítica, de forma meio instintiva, apoiado em diversas vertentes da psicanálise. Alguns deslizes foram sim cometidos. Sua contribuição foi muito rica. Abraço!

  15. Que cara CHATO e INDELICADO este Carlos Moreira….

    Não gosotu?! Muda de blog… A não ser que a VAIDADE não permita… Super-herói-de-si-mesmo…

  16. Excelente. Melhor crítica sobre o filme. Parabéns.

  17. muito bom parabens!

  18. Não é fácil tomar os conceitos psicanaliticos. Para tal é necessário tempo de trabalho não só em relação aos textos como também e principalmente em relação à própria análise, e que haja analista com possibilidades de operar no lugar necessário, ou seja, em relação às voltas da castração.
    Pois quando se toma os conceitos muito rapidamente, é se colocar no risco certo do equívoco, do engano e da superficiadidade.
    A própria condução de uma análise vai depender de como vêm sendo tomados esses conceitos e experimentados na análise pessoal.

    Em relação ao filme, me parece uma grande precipitação definirmos que é isto ou aquilo, ou seja, se se trata de uma psicose ou de uma neurose grave.
    O fato de que hajam alucinações não garante o diagnóstico de psicose, uma vez que o neurótico também alucina. Para a psicose precisa de algo mais do que alucinações, precisa de um ou mais significantes que não encontra nenhuma significação. Por isso para dizermos de um diagnóstico, em psicanálise, é necessário escutar esse sujeito.

    É bastante comum chegarem pacientes com diagnóstico de psicose e que no tempo de trabalho analitico o que se confirma é uma neurose. O paciente pode ir deixando os remédios pouco a pouco, no seu tempo, pois esse é um lugar onde não cabe a interferencia do analista. O paciente precisa de tempo de trabalho analítico para poder se sustentar de uma outra maneira, de um outro lugar.

    Antonia Portela Magalhães
    Psicanalista, membro da Práxis Lacaniana

  19. Parabéns, adorei a análise. Curiosamente, enquanto vi o filme surgiram-me as mesmas conclusões.

    Acrescento que, na minha opinião, os nomes das personagens principais também têm significado: Nina vem de “niña”, que em espanhol significa simplesmente “menina”; e Lilly poderá vir de “Lilith”, personagem bíblica que foi a primeira mulher de Adão.

  20. Sinceramente esta análise não tem nada de Lacan, desde quando lacan fala de um superego cindido do id nas psicoses ??? fala sério vai estudar mais…superego é uma estrutura da neurose!!!

    • O texto não é baseado na teoria do Lacan em nenhum momento. Ele só é citado no texto.

  21. é incrível como existem algumas pessoas que se acham donas da verdade, de todo o conhecimento do mundo e por melhores que sejam em sua intelectualidade e detenção do conhecimento, tentam tanto conhecer a essência humana em seus ego, superego ou seja lá o que forem que acabam por se esquecer de um preceito tão nato, que deveria ser plantado em seus lares: a educação… A educação para dirigir-se a alguém, o respeito diante da opinião das pessoas a fim de que com essas coisinhas básicas seja possível abrir discussões… desculpem a minha ignorância, mas acho que esse é o objetivo de ter um fórum… é incoerente fazer uso da internet como ferramenta para destilar comentários deseducados, quando dever-se-ia utilizar este recurso para enriquecer os conhecimentos, porque me desculpem os demasiadamente cultos… mas todos estamos na busca constante pelo conhecimento…. pessoal! Acorda! Não tem necessidade de mostrar o conhecimento de vocês com tanta grosseria! Se alguém tem um blog e coloca suas impressões sobre algo aqui e vcs não concordam, NÃO LEIAM! mas deixem que cada um coloque suas opiniões…. parem de tentar provar num fórum da internet que vcs são bons e pra isso destratarem os outros…. quer mostrar conhecimento? Vai pra um congresso… defende uma tese… ou abre uma igreja!

    • Parabéns SSP!!
      Concordo com você Carla, “quer mostrar conhecimento? Vai pra um congresso… defende uma tese… ou abre uma igreja”!
      É isso aí!!!

      • Retificando…Parabéns SPP!!!

  22. Parabéns pelo texto, aprofundou-se bem mais do que outras análises.

    Gostaria de saber se você não poderia fazer uma análise sobre a mãe da Nina ou sobre mães como ela e como a da Carrie (de Stephen King).

  23. Acabei de assistir ao filme e fui imediatamente para internet para achar artigos, criticas, enfim, comentarios sobre o filme, sua analise está muito boa. Parabéns! Maria Fernanda

  24. Adorei a critica, o filme é sensacional, um dos meus favoritos.

  25. Muito contundente a crítica. Gostaria de ver uma crítica sob o viés da psicanálise do filme Citando Borges.


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