Clínica Social: inscrições abertas

julho 18, 2011 às 8:12 pm | Publicado em Clínica Social | Deixe um comentário
Tags: , , , , , , ,

A Sociedade Paulista de Psicanálise dispõe de uma Clínica Social de Escuta Psicanalítica.

Para inscrever-se basta entrar em contato na secretária e verificar a disponibilidade de vagas.

Endereço            

Rua Humberto,I 295, 04018-030 São Paulo, Brazil · Obter orientações

Telefone            

(11) 5539-6799

Website              

http://www.sppsic.org.br

Pra que serve a psicoterapia?

abril 13, 2011 às 10:03 pm | Publicado em Artigos | 3 Comentários
Tags: , , , , , , , , , , ,

Por Fernando Savaglia

Preocupado com o comportamento problemático de seu filho na escola, o mafioso Tony Soprano pergunta à sua terapeuta:

– O que você acha que eu deveria fazer com ele, ir com calma ou pressioná-lo?

– Isto é difícil de responder – falou a analista.

– Quer aumento para responder? – perguntou o paciente, não disfarçando a irritação com a devolutiva da psicoterapeuta.

Este diálogo, transcrito de um dos episódios da série A Família Soprano, descreve bem a ideia simplória que muitas pessoas têm do processo da psicoterapia: pagamos para obter respostas objetivas sobre nossos afetos a alguém que se livrou completamente de suas neuroses.

O recentemente falecido José Ângelo Gaiarsa, provavelmente o maior terapeuta reichiano do Brasil, deixou em seu último livro publicado, Meio Século de Psicoterapia, contundentes opiniões sobre o processo. “Melhor ser visto, perante o paciente, como um aliado, até um cúmplice, do que se propor como uma autoridade imune ante os males do mundo no qual ambos vivem e no qual se formaram”.

É claro que a relação terapeuta/paciente tem importância fundamental em qualquer processo analítico. Porém, é unanimemente reconhecido entre os profissionais psi que cerca de 90% do que é dito pelo analista não é absorvido pelos pacientes.

A partir daí pode surgir a famosa e recorrente pergunta por parte do cliente: “estaria eu pagando para ter um amigo com quem possa desabafar?” Ou então, “como sei se a terapia está surtindo efeito?”

A resposta a esta pergunta pode parecer complexa. Muito melhor que elucubrações teóricas sobre esta ou aquela abordagem, podemos começar a respondê-la dando um exemplo de sensibilidade de um terapeuta que ao invés de tentar desarmar uma suposta neurose, soube ver no relato de seu analisando um caminho para aplacar aquela angústia. Para isso, faço uso de uma história do pedagogo e psicanalista Rubem Alves. Ele conta que certa vez recebeu um paciente que se queixava da falta de capacidade de se integrar ao mundo ao seu redor. As pessoas lhe pareciam fúteis, as relações sem profundidade e em seu trabalho estava cercado de situações injustas e egoístas. Alves, ao invés de buscar uma terapia de inclusão, isto é, tentar reintegrá-lo a este universo, num arroubo existencialista – não raro para alguns psicanalistas menos ortodoxos – sabiamente valorizou a sensação de desamparo do homem. Ressaltou sua capacidade de se deparar com a realidade e que ele havia transposto a primeira, e às vezes dificílima, etapa da construção de uma vida real.

A partir daí, juntos, analista e analisando se lançaram na aventura de buscar um lugar no mundo, apesar da “situação demencial da modernidade” como gostava de frisar Heidegger. Se em algum momento você sentir que não encontra no seu analista a figura de um cúmplice nesta jornada, existe um indício de que a terapia não está funcionando. Num mundo em que as realizações, algumas bem fúteis, se contrapõem à depressão e à ansiedade, gerando um padrão psíquico melancólico na sociedade atual, a verdadeira revolução é, justamente, transformar a sensibilidade, antes algoz, em uma janela onde se pode vislumbrar esse SER.

As palavras do genial cineasta e dramaturgo Domingos de Oliveira podem servir de norte para essa relação: “a vida oscila entre o terror e a glória. Do terror já se falou muito, e isso criou um mundo onde as glórias da vida estão ocultas. Já foi tudo muito denunciado. É preciso denunciar que vale a pena viver”.

Texto originalmente publicado no Sete Doses

Fórum de Debates – Adolescência

agosto 15, 2010 às 10:18 pm | Publicado em Fórum de Debates | Deixe um comentário
Tags: , , , , , , , ,

No “FÓRUM DE DEBATES” de setembro – 13/09/2010 – das 19h às 21h

 A Sociedade Paulista de Psicanálise promove mensalmente o “Forum de Debates”

com temas diversos e atuais com o intuito de trazer a tona reflexões sobre questões cotidianas. No debate deste mês, Adolescência, o objetivo é identificar: 

  • Mudanças sociais e históricas na definição da adolescência
  • Teorias do desenvolvimento – a adolescência como parte de um processo
  • Mudanças físicas e psíquicas na adolescência
  • Características centrais da psicodinâmica adolescente – ímpeto, ruptura, ilusão, rebeldia
  • Como lidar com o adolescente: a relação paterna e materna
  • O manejo do adolescente em psicoterapia

 Coordenação: Vera Lucia Muller Ando

Apresentação por Walter Mattos: Psicólogo clínico e organizacional; Consultor de negócios. Formado em Engenharia (CREA 195.888) e Psicologia (CRP 06/89198), com pós-graduação em Marketing pela ESPM e MBA pela Business School São Paulo e Universidade de Toronto. Especialista em farmacodependências pela Escola Paulista de Medicina e membro do PROAD, Programa de Orientação e Atendimento a Dependências da UNIFESP., empresa com atuação em pesquisas de mercado, gestão humana e desenvolvimento de negócios. Atua como voluntário nas ONG’s Associação Maria Helen Drexel, de menores acolhidos, e GAASP, Grupo de Apoio à Adoção de São Paulo. Coordenador Técnico/Terapêutico do Grupo “Mulheres de Atitude”. Membro do Núcleo de Integração- Psicologia Analítica, Psiquiatria e Neurociências da SBPA. Docente convidado da Sociedade Paulista de Estudos e Aprofundamentos em Psicanálise.

Investimento: R$15,00 para associados e R$30,00 para não associados.

 Dirigido ao público em geral

 Inscrições:  antecipadas na secretária com Hideko.

De 2ª a 5ª, das 14h30 às 20h30.

 Local: Sociedade Paulista de Psicanálise

Rua: Humberto I, 295 – Vila Mariana

Tel.: 5539-6799

sppsic4@terra.com.br

 Inscrições abertas até 09/09/10 Vagas Limitadas

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.
Entries e comentários feeds.